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Como é ser engenheira de alimentos e trabalhar na NOZ?

Por Jaque Lizi*


Na engenharia de alimentos, fazer pesquisa envolve a realização de experimentos laboratoriais. Podemos desenvolver novos produtos, propor uma nova tecnologia de conservação para um determinado alimento, criar novas embalagens ou ainda, adicionar compostos em um alimento para torná-lo funcional. Nos baseamos em dados contidos na literatura científica, propomos algo novo e defendemos nossa proposta por meio de referências bibliográficas disponíveis. Para efetivar o projeto, testamos a textura, o sabor, a cor, a embalagem, a tecnologia envolvida para a conservação, a formulação e a degradação dos compostos, a depender do objetivo do estudo. Como desfecho do projeto, é comum a apresentação dele em relatórios, artigos e eventos da área.


Já aqui na NOZ, os projetos que desenvolvemos envolvem outros tipos de pesquisa. Fazemos pesquisas por meio de observação, aplicação de questionários, análise dos resultados, entrevistas com participantes e ainda pesquisas bibliográficas. Estas pesquisas não envolvem apenas a interpretação de números estatísticos, mas também das percepções, dos sentimentos e dos pontos de vista dos envolvidos no projeto. O intuito destas pesquisas não é provar uma hipótese, mas se aprofundar em determinado assunto, ouvir diferentes opiniões e levantar a discussão sobre temáticas importantes para a sociedade.


Diferentemente de trabalhar com produtos e processos que são padronizados, hoje, minha principal ferramenta de trabalho são pessoas, sendo estas dotadas de diferentes circunstâncias; perspectivas e modos de pensar distintos, além de vivências diversas.

Em um ano trabalhando na NOZ, eu tive contato com assuntos muito interessantes que me proporcionaram novos conhecimentos e me provocaram reflexões, como também ouvi relatos de pessoas que mudaram a minha forma de perceber certas questões. Entre os desafios enfrentados, encarei a apresentação de uma transmissão online, apesar da minha falta de inclinação para falar em público. E, o que mais me surpreendeu neste ano, foi a quantidade de parceiros que estiveram dispostos a debater os temas propostos, a receptividade de cada um deles e a vontade em fazer os projetos acontecerem.


No âmbito de estudos públicos, em 2022, os nossos projetos foram pautados em empreendedorismo feminino, inclusão produtiva, pessoas com deficiência e o mercado de trabalho. Em 2023, continuaremos abordando os assuntos de mercado de trabalho, empreendedorismo, mulheres e suas particularidades, e ainda, falaremos sobre o acesso à saúde no Brasil. Como conclusão do estudo realizado no ano passado, lançaremos o e-book Empregabilidade e Pessoas com Deficiência ainda neste mês e, daremos continuidade ao projeto Sexualidade e Saúde da Mente, buscando parceiros e patrocinadores para desenvolvê-lo conosco ao longo do ano.


Se o ano passado foi rico em experiências e aprendizados, este ano, eu espero que seja muito mais. Junto com a Noz Inteligência, eu desejo que continuemos trazendo assuntos relevantes a serem debatidos entre as pessoas e que cada projeto possa proporcionar novos aprendizados e novas reflexões, tanto para mim, como para aqueles que farão parte dos nossos projetos. Pessoalmente, eu espero continuar me desafiando, adquirindo novas habilidades, trocando experiências e conhecendo muita gente nova cheia de histórias inspiradoras. À todos que nos acompanham, um excelente ano!



*Jaque é graduada em Engenharia de Alimentos pela Universidade de São Paulo (FZEA - USP) com especialização em Indústria de Alimentos pela Montpellier SupAgro - França.

Experiência em indústria alimentícia com análise de KPI’s, melhoria contínua e acompanhamento de processos produtivos.

Atualmente também é professora de francês do curso Se Vire en Français (@sevire_enfrançais).


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